Curitiba - A Promotoria de Defesa do Consumidor e o Procon-PR vão solicitar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma análise sobre o aumento no valor dos combustíveis que ocorreu na maioria dos postos de Curitiba às vésperas do feriado de 2 de novembro. Os preços começaram a subir a partir de 30 de outubro, o que fez o litro da gasolina ser vendido a R$ 2,89 e do etanol a R$ 1,99.
O aumento de R$ 0,50 no litro da gasolina e de R$ 0,20 no etanol levou o Procon-PR a multar o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-PR) em R$ 1,2 milhão na semana passada. O sindicato dos postos informou que não foi notificado da multa. O presidente da entidade, Roberto Fregonese, não foi encontrado pela reportagem porque estava em viagem.
A Promotoria ainda vai determinar ao setor de auditoria do próprio MP-PR a realização de um levantamento de preços com base nos dados disponibilizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), para verificar a evolução no valor de compra na distribuidora, nos postos e a margem de lucro dos proprietários de postos. De acordo com o promotor do MP, Maximiliano Deliberador, as futuras ações do órgão em relação aos postos vão depender destas análises que serão realizadas agora. Ele acredita que a auditoria do MP saia em breve.
Os usineiros têm mantido os preços do etanol estáveis nos últimos meses. O presidente da Associação de Bioenergia do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin, disse que o preço do etanol hidratado é vendido pelas usinas a R$ 1,25 desde abril. Segundo ele, o preço deve permanecer estável até o início de dezembro, quando termina a safra de cana-de-açúcar. A Petrobras também não promoveu nenhum aumento recente na gasolina. (A.B.)

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