A Companhia Paranaense de Energia (Copel) recebeu ontem a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para formar uma joint venture com a fabricante de materiais elétricos WEG, para implementação de um segundo parque eólico da empresa em Palmas. A liberação foi publicada no "Diário Oficial da União" de ontem.
A capacidade mínima de geração energética será de 4,2 megawatts (MW), em duas máquinas de 2,1 MW, cada. Há a possibilidade de uma terceira unidade de 3,3 MW ser instalada no local, onde a Copel já mantém a Usina Eólica de Palmas 1, com cinco torres com potência instalada de 2,5 MW, juntas.
Todo o custo em equipamentos será da WEG, segundo o gerente assistente da Diretoria de Desenvolvimento de Negócios da Copel, José Marques Filho. A Copel fornecerá o local, os dados sobre medição de vento na região, a operação e a manutenção da usina. Por isso, o executivo prefere não comentar valores de investimento, mas conta que a média do mercado é de R$ 3,5 milhões por MW instalado.
A produção mínima de 4,2 MW da nova usina é o equivalente ao consumo de uma cidade de 10 mil habitantes, conta Marques Filho. A geração é pequena diante do total da companhia, de 5,7 mil MW, mas a parceria visa desenvolver a tecnologia para parques eólicos, para diminuir a dependência de termelétricas na próxima década. "A energia eólica evoluiu muito nos últimos anos e os preços ficaram mais competitivos", afirma.
O preço médio do megawatt-hora (MWh) de energia oriunda de grandes hidrelétricas é hoje de R$ 80, com o da eólica em R$ 115 e o de termelétricas, de R$ 225. "A tendência até 2018 é produzirmos até 3 mil MW de energia eólica", diz Marques Filho.
Além da usina em Palmas, a Copel tem ainda um parque no Rio Grande do Norte com capacidade de 280 MW, com projeto para mais 570 MW nos próximos anos. (Com Agência Estado)

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