Brasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou ontem o julgamento da fusão Nestlé/Garoto depois de quase dois anos de a operação ter sido realizada.
Em um procedimento pouco usual no conselho, o processo começou a ser julgado sob sigilo e só será aberto publicamente no próximo dia 4. Segundo o Cade, trata-se de um caso muito complexo, que precisa ser analisado mais detalhadamente pelos conselheiros.
Amanhã, os conselheiros terão acesso ao relatório sobre o caso, assim como memoriais preparados pelas empresas envolvidas relatando dados e fatos ocorridos nestes quase dois anos.
A Garoto foi comprada pela Nestlé por R$ 570 milhões no início de 2002. Até agora, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) e a Secretaria de Direito Econômico (SDE) já emitiram pareceres sobre a operação.
A Seae, ligada ao Ministério da Fazenda, não vê problemas na fusão, enquanto a SDE, ligada ao Ministério da Justiça, avalia que o negócio pode gerar efeitos negativos no mercado.
O caso, que está sendo analisado pelo relator, conselheiro Thompson Andrade, vem sendo alvo de adiamentos por parte de empresas concorrentes da Nestlé como a Kraft.

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