Compra da Unopar pela Kroton em 2011, é considerada o maior negócio do setor
Compra da Unopar pela Kroton em 2011, é considerada o maior negócio do setor


Brasília – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vetou na última quarta-feira, 28, a fusão das empresas de ensino Kroton e Estácio, o que coloca fim à tentativa de se criar uma gigante da educação no País. O negócio foi rejeitado pela maioria dos conselheiros, que discordaram da relatora Cristiane Alkmin, que havia votado pela aprovação da fusão com restrições.

Trata-se do maior negócio já vetado pelo Cade sob a nova lei da concorrência que, desde 2012, prevê que as operações sejam notificadas ao conselho previamente. No âmbito da nova lei, o Cade vetou apenas cinco operações. A compra da Estácio pela Kroton foi anunciada em junho de 2016 por R$ 5,5 bilhões e criaria um grupo com valor de mercado de R$ 30 bilhões.
As companhias não devem contestar a decisão, mas a rejeição pelo Cade foi recebida com frustração. O remédio negociado com a relatora incluía a venda de ativos da Anhanguera, que conta com 258 mil alunos e inclui a Uniderp, ativo de ensino à distância com 134 mil estudantes. A Kroton cedeu também na exigência de venda da marca Anhanguera.

Com base nos dados mais recentes do setor, de 2015, esse remédio faria com que a participação de mercado das empresas atingisse 14% na graduação presencial e 35% no ensino a distância, menor até do que a fatia que a Kroton já tem hoje sozinha, que é de 37%. Sem o remédio, a concentração no ensino à distância poderia chegar a 45%.

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