Curitiba O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, na última quarta-feira, a compra da Cervejaria Kaiser pela Molson Inc., maior cervejaria do Canadá. O relator do processo, conselheiro Miguel Tebar, concluiu que, com a fusão, a participação da empresa no mercado só ultrapassará os 20% nos estados da Região Sul Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, por isso, não representará riscos à concorrência no mercado brasileiro.
A aquisição da Kaiser pela Molson foi negociada em março deste ano por US$ 765 milhões, sendo US$ 150 milhões pagos com ações da companhia, equivalentes a 6,1% das ações da empresa canadense. Há dois anos, a Molson comprou a Bavaria. Com a fusão, a Molson passa a ser a 14 do mundo no mercado de cervejas e a segunda maior do Brasil, com participação de 17,8% no mercado. Ela fica com a maioria das ações da Kaiser Brasil, Kaiser Nordeste, Kaiser Pacatuba e Kaiser Goiás.
A holandesa Heineken, que detinha 14,2% da cervejaria brasileira, pagou US$ 220 milhões para ficar com uma participação de 20% da nova empresa, que passa a reunir a Kaiser e a Bavaria. A nova empresa está avaliada em US$ 1,2 bilhão.
A compra da Kaiser já havia sido autorizada pelas secretarias de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça e de Acompanhamento Econômico (Seae) vinculada ao Ministério da Fazenda , mas dependia da aprovação pelo Cade.
A Folha tentou ouvir a diretoria da Kaiser sobre a decisão do Cade, mas não obteve retorno. A assessoria de imprensa adiantou apenas que, até ontem, a empresa não havia sido comunicada oficialmente da decisão.

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