Brasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que se reunirá amanhã julgamentos, tem na pauta a análise da possível aquisição do holandês ABN Amro Real pelo consórcio de bancos formado pelo Santander, Fortis e Royal Bank. As chances de a operação ser acertada aumentaram neste final de semana após o banco inglês Barclays anunciar que desistiu de comprar a instituição holandesa.
O que estará em julgamento pelos conselheiros é o impacto concorrencial da fusão da parte não financeira do negócio entre o consórcio e o ABN Amro. Ou seja, serão examinadas as partes do negócio que envolvam as operações com cartões de crédito, corretagem e distribuição de títulos e valores mobiliários, corretagem de seguros (de vida, de automóveis, de patrimônio, etc) e gestão de recursos de terceiros. A parte financeira da operação, que envolve intermediação financeira, foi submetida apenas ao crivo do Banco Central.
A apresentação da fusão ao sistema brasileiro de defesa da concorrência foi feita previamente à conclusão do negócio, no dia 24 de agosto deste ano. No início de setembro, uma turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1. Região julgou que é competência do Cade analisar o mérito concorrencial de fusões bancárias também na parte não financeira. Também de forma prévia, o consórcio de bancos submeteu a possível aquisição à análise dos órgãos de defesa da concorrência de outros nove países: Estados Unidos, União Européia, Argentina, México, Rússia, Suíça, Taiwan, Japão e Turquia.

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