Cada cachorro para um tipo de dona
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sexta-feira, 07 de maio de 2010
<br> Agência Estado 
São Paulo - Perfume, roupa, calçado ou bolsa? Nada disso tem a ver com a sua mãe? E se o presente para o amanhã, o Dia das Mães, for um cachorrinho? Se você é um desses que pensa em inovar e pretende surpreender sua mãe com um filhotinho, saiba que a escolha da raça tem que ser muito bem feita, levando em conta a personalidade da futura dona.
''Muitas vezes as pessoas escolhem os cães por acharem bonitinhos e desconhecem as características de cada tipo. Antes de tudo é preciso buscar informações sobre o cão, para não comprar gato por lebre'', orienta a médica veterinária Cristina Ângela Schwartz, da Clínica Dog Saúde, de Jundiaí (SP). De nada adiantar dar um filhote de Labrador de presente se sua mãe mora numa casa pequena. ''Ele é agitado por natureza e precisa de espaço. O ideal é que a pessoa tenha um canil em casa para acomodá-lo, pois se ficar dentro de casa ele vai destruir tudo.''
Além de levar em conta o ambiente em que o animal viverá, é saber que cada raça precisa de um tipo de dono. Quem preza por um ambiente calmo e gosta de ter companhia, pode optar por um Yorkshire ou um Maltês, pois são raças que detestam ficar muitas horas sozinhos. Quem é mais agitada e gosta de fazer exercícios ao ar livre pode ter um Beagle, que adora pessoas hiperativas.
Além da personalidade, é preciso estar ciente de que determinada raça pode significar futuros problemas de saúde. ''Cada raça tem uma tendência genética a ter alguma doença. O Pastor Alemão e o Rotweiller, por exemplo, têm tendência a sofrer de displasia (defeito genético que causa a má formação das articulações do cão). O Poodle geralmente tem problema de tártaro nos dentes, já o Cocker sofre com otite, assim como o Lhasa Apso tem tendência à alergia'', explica Cristina, que é especializada em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária/USP.
''Na dúvida, adote um vira-lata'', aconselha Cristina. ''Ele também pode vir a ter todas essas doenças, mas não é predestinado geneticamente a tê-las. Isso sem falar que são cães que se adaptam facilmente à qualquer tipo de personalidade de seus donos, são amorosos, defendem a casa se precisar, raramente mordem o próprio dono, gostam de crianças, se dão bem com outros animais da casa, enfim, é o melhor tipo de cão.''
Cristina destaca ainda outro papel importante das mães na família. ''Muitas vezes, é ela quem acaba cuidando do animal da casa. O filho ganha um cachorrinho da namorada, depois o relacionamento acaba e para quem sobra o animal? Pra mãe cuidar. Ou então a filha casa, vai morar num apartamento e deixa o cachorrinho da casa dos pais. Essa é uma queixa constante que ouço no consultório. Mesmo que o cão não seja dela, a mãe acaba assumindo esse papel.'' Prova de que o instinto materno sempre fala mais alto.


