A Companhia Cacique de Café Solúvel está aplicando deságio de R$ 18,00 por saca de cafés conillon vindos de Rondônia (RO) devido a problemas na qualidade do produto. A notícia foi divulgada ontem pela agência Safras & Mercados. A medida teria sido justificada em fax enviado aos fornecedores de Rondônia. O produto, entregue na fábrica de Londrina, estaria fora dos padrões combinados e até considerado impróprio para o consumo humano.
Os fornecedores discordam. Ontem, conforme Safras & Mercado, eles informaram que a empresa negou a retirada de café. Outra queixa apontada por eles é que a Cacique teria encaminhado documento - datado posteriormente aos contratos assinados com os corretores de Rondônia -, informando que nas negociações anteriores não havia sido previsto o pagamento do ICMS com certificado de crédito ou crédito escritural.
O diretor-comercial da Cacique, João da Graça Cruz, disse ontem a este jornal, que a empresa recebeu, dois meses atrás, cerca de 15 mil sacas de café com problemas de qualidade e fora das especificações previstas nos contratos. Isto, segundo Cruz, ocasionou a renegociação com os fornecedores em que foi proposta a retirada do produto ou o deságio de R$ 18,00 sobre um preço médio de R$ 58,00.
‘‘O deságio é a última medida que recorremos e é uma forma de compensarmos o gasto que teremos com o beneficiamento do produto, através de separação mecânica, para garantir a qualidade do nosso caf钒, disse. Ele também informou que a maioria dos fornecedores aceitou a renogociação.
Quanto ao ICMS, Cruz afirmou que é rotina da empresa cumprir o pagamento do ICMS, mas que a empresa retém o pagamento até que o seu recolhimento, na origem do produto, seja confirmada pela agência de arrecadação. ‘‘É uma forma de garantirmos a nossa seguraça e não pagarmos duas vezes pelo imposto’’, explicou.

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