Cacique inaugura a fábrica mais moderna de café solúvel do mundo
A Companhia Cacique de Café Solúvel reuniu ontem cerca de 100 pessoas na inauguração de uma nova fábrica dentro do parque industrial Horácio Sabino Coimbra, em Londrina. A unidade foi criada exclusivamente para produzir o café solúvel do tipo freeze dried (seco a frio) que promete ser mais saboroso e aromático do que o spray dried (vapor a seco).
Segundo o diretor-presidente da Cacique, Sergio Coimbra, a Companhia vai produzir anualmente 2.100 toneladas a partir da próxima semana e faturar de US$ 10 milhões a US$ 12 milhões. Seu alvo é o mercado externo que deverá absorver 98% da produção, o que corresponde a 30% do consumo externo.
Mas esta é uma condição difícil de manter, levando-se em conta os concorrentes da América Latina que são isentos de impostos enquanto nós pagamos 9%. Eles alegam que esse dinheiro seria revertido às ações de combate ao narcotráfico que, por enquanto, não mostraram grande resultado. No final das contas, os cafeicultores e empresários é que arcam com o ônus para não encarecer o produto, reclamou.
A fábrica custou R$ 25 milhões, em recursos próprios do grupo, e levou dois anos para ficar pronta. A expectativa é que em cinco ou seis anos a Cacique recupere esse investimento. De acordo com o diretor industrial, João da Graça Cruz, esta é a terceira fabricante de freeze dried do Brasil, mas é a mais moderna do mundo, capaz inclusive de processar o café orgânico. Encomenda desse produto já foi feita pela Inglaterra.
Após a cerimônia de inauguração e uma visita pela fábrica, os convidados participaram de um almoço de confraternização. Além de empresários, clientes e fornecedores, a Cacique recebeu diversas autoridades políticas. Do âmbito federal estavam presentes o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Benjamin Benzaquen Sicsú; Secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Paulo Cesar de Freitas Samico; senador José Carlos da Silva; os deputados federais Antonio Delfim Neto, Luis Carlos Hauly e Alex Canziani; ex-governadores Paulo Pimentel e Hosken de Novaes; deputado estadual Moisés Leônidas; secretário estadual da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra; coordenador da Receita Estadual, João Manoel Delgado Lucena; presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), José Carlos Gomes de Carvalho e o prefeito de Londrina Jorge Scaff.





