São Paulo Depois de mais de dois anos de negociações, a Cacique embarca neste mês o primeiro contêiner de Café Pelé solúvel para a China, em embalagens de 50g, 100g e 200g. Os produtos devem estar nas prateleiras de Beijing, Xangai e outras três províncias chinesas em agosto.
A Cacique, segundo Isabel Cristina Bandeira, gerente-executiva da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, que participou das negociações, fechou um acordo com a Qingdao Eiffel Trading Co., que autoriza a empresa a embarcar um contêiner de 20 pés de Café Pelé por mês, durante 12 meses.
Se os pontos acertados na autorização forem cumpridos, aí sim a empresa poderá fazer um acordo comercial de prazo maior com a China. Como parte do acordo, a Cacique também vai enviar amostras do kit 3 em 1 (café solúvel, leite e açúcar).
De acordo com a executiva, a autorização é preferível a um contrato, num primeiro momento, para evitar o que aconteceu no ano 2000, quando exportadores brasileiros ficaram amarrados a um contrato com outra trading, cujas encomendas ficaram muito abaixo das expectativas. Pelo contrato, a empresa brasileira não poderia negociar com outras tradings.
O café está longe de ser um produto de alto consumo na China. Os chineses têm, por hábito, consumir chá. Portanto, a estratégia brasileira é participar da formação do mercado chinês de café. Durante o período de negociações, foram acertadas questões ligadas a rotulagem, normas técnicas e sanitárias, e embalagem.
A Câmara e as empresas já começaram a fazer publicidade do Café Pelé em jornais, revistas e emissoras de TV da China. Além disso, haverá promoção especial no Festival de Alimentos que será realizado em setembro, naquele país.

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