Maior exportadora de café solúvel do Brasil, a Cacique, de Londrina, é a segunda marca do segmento na Rússia, exportando cento e vinte milhões de latinhas de 100 gramas por ano. A empresa fabrica por ano 18 mil toneladas dos cafés Pelé e Cacique - dos quais 98% vão para o mercado externo.
Por isso mesmo, a crise internacional tem refletido no setor. As exportações brasileiras para a Rússia caíram 30% no primeiro semestre. Mesmo assim, a empresa, que completa 40 anos em 99, está investindo US$ 28 milhões em uma unidade de produção moderna, que vai fabricar café pelo sistema ‘‘freeze dry’’, tecnologia em que a evaporação do extrato é feita a frio, mantendo as características do produto. A fábrica, prevista para ser inaugurada no segundo semestre de 1999, deve produzir 2,1 mil toneladas anuais do novo tipo de café, que abastecerá mercados internacionais.
A nova unidade está sendo instalada numa área de cerca de 50 mil metros quadrados, junto ao atual parque industrial da empresa em Londrina. A Cacique - uma holding que reúne também as divisões de alimentos e embalagens - é a maior indústria do setor no mundo em área contínua: são 36 mil metros quadrados construídos em um terreno de 216 mil metros quadrados.
‘‘O empresário que quiser ser competitivo neste mundo globalizado precisa investir sempre em tecnolgia e novos produtos, adequando-se à modernidade’’, diz o gerente de exportação e marketing da empresa, Haroldo Bonfá. Prova disso, é que no ano passado, a empresa conseguiu um incremento de 30% nas vendas para a Rússia mudando a embalagem do Café Pelé, que ao invés de ser preta passou a ser vermelha. Para manter o padrão de qualidade, o grupo investe US$ 3 milhões por ano na compra de novos equipamentos e treinamento de pessoal. ‘‘No próximo mês, devemos obter a certificação ISO 9001 para a divisão de solúvel’’, afirma o gerente. A divisão embalagem já tem ISO 9002 há um ano. (Cláudia Lopes)

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