C. Mourão terá megaindústria de adesivo
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Sid Sauer 
O diretor da Colacril Indústria de Adesivos Ltda, Valdir Arjona Gaspar, disse ontem que a unidade que a empresa vai construir em Campo Mourão transformará a fábrica na maior do segmento de autoadesivos em toda a América Latina. Hoje estamos entre as três maiores e somos a única brasileira a brigar com as multinacionais, disse Gaspar. A primeira fase da indústria, orçada em R$ 8 milhões, deve ficar pronta em nove meses.
O protocolo de intenções para a instalação da indústria foi assinado ontem de manhã pelo governador Jaime Lerner (PFL) e pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS), além do diretor da empresa. Atualmente a Colacril tem sede em Barueri, na Grande São Paulo, mas o projeto prevê a transferência completa da fábrica para Campo Mourão. A segunda fase deverá ter um investimento de pelo menos mais R$ 8 milhões, assegurou o diretor da empresa
Segundo Gaspar, os equipamentos para a unidade de Campo Mourão já estão comprados e a construção da fábrica deve começar imediatamente. O terreno para a indústria, no entanto, ainda não está definido. A prefeitura diz que existem três áreas sendo analisadas. De início, a Colacril vai gerar de 120 a 150 empregos diretos, mas esse número deverá chegar a 200 com a segunda fase do investimento, que deve ser entregue entre 18 e 24 meses.
O que decidiu o jogo a favor de Campo Mourão foi a mão-de-obra, explicou Gaspar. Aqui a pré-qualificação já é boa e os funcionários dão mais valor ao emprego. O diretor da Colacril reclamou que em São Paulo os empregados não têm tanta fidelidade e que a rotatividade de funcionários é ruim para a empresa. A qualificação profissional que exigimos não existe no Senac ou no Senai e nós mesmos temos que investir em cursos para os empregados, explicou.
O prefeito Tauillo Tezelli disse que a cidade vem investindo pesado no setor público e que faltava apenas uma grande indústria. Agora isso está acontecendo. A Colacril prevê um faturamento anual de R$ 67 milhões em Campo Mourão, o que significará cerca de R$ 2,5 milhões de ICMS ao ano para a prefeitura. Tenho certeza que atrás da Colacril virão muitas outras indústrias para o município, frisou Lerner.
No discurso que fez após assinar o protocolo de intenções para a instalação da nova indústria de autoadesivos em Campo Mourão, o governador Jaime Lerner (PFL) disse que as regiões Noroeste e Oeste do Estado vão ganhar em breve o maior complexo de agroindústria em tecnologia do País. Isso também vai começar a acontecer, frisou o governador. Estou sentindo pelos contatos que venho mantendo.
Lerner destacou que o complexo agroindustrial para as duas regiões é um projeto estratégico para o desenvolvimento do Estado. Em 30 anos de vida pública, nunca deixei que um projeto estratégico deixasse de acontecer, ressaltou. E isso vai acontecer porque o Paraná está na contramão da crise. (leia mais ao lado)
Uma indústria pode se instalar em qualquer parte do Paraná porque temos estrutura para isso, explicou o governador. Ele destacou a qualidade das estradas e os investimentos na ampliação da coleta e tratamento de esgoto. Campo Mourão logo terá 80% de seu esgoto tratado, exemplificou. Isso é coisa de Primeiro Mundo.


