São Paulo O C-Bond, principal título da dívida externa do Brasil, bateu ontem novo recorde histórico. O papel fechou em alta de 0,26%, cotado a US$ 0,9306. O recorde anterior (US$ 0,9285) era do último dia 16 de junho.
Para justificar a valorização, operadores citaram os elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os rumos da economia brasileira e a expectativa de uma melhora da nota (''rating'') do País. Ontem, o Brasil foi elogiado durante uma teleconferência promovida com investidores pela agência de classificação de risco Fitch, que adota uma perspectiva positiva para a nota do país o que significa que a elevação do ''rating'' está em estudo.
Com o recorde do C-Bond, o risco Brasil recuou mais de 1%, ficando em 638 pontos, o menor nível desde março de 2000.
O diretor da corretora López León, Luiz Felipe da Rocha Brandão cita mais dois fatores que ajudam a explicar essa alta do C-Bond: as fortes compras de papéis da dívida de países emergentes especialmente do Brasil pelos investidores estrangeiros; e a maior confiança na retomada do crescimento da economia brasileira.
Bolsa O principal índice da Bovespa fechou em leve queda de 0,22%, aos 16.851 pontos. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a romper o patamar de 17.000 pontos, o que não ocorria desde fevereiro de 2001, mas não conseguiu se sustentar acima desse nível. O volume financeiro voltou a ser forte, encerrando em R$ 1,012 bilhão. Com o resultado de ontem, o Ibovespa encerrou a semana com ganhos de 2,6%. No mês, a valorização alcança 11% e de 49,5% no ano.
O destaque do dia foram as ações preferenciais da Net, que dispararam 22,4%, a R$ 0,60, ficando no topo das maiores altas do Ibovespa. Segundo um analista que acompanha de perto a empresa, a forte valorização é resultado de rumores sobre avanços na renegociação de dívidas com bancos credores. Comentou-se que, anteontem, teria havido uma reunião com debenturistas.

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