Bush e Lula conversam sobre negociações da OMC
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segunda-feira, 19 de junho de 2006
France Presse 
Washington - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega americano George W. Bush conversaram ontem por telefone a respeito das negociações da OMC em Genebra (Suíça), informou Frederick Jones, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.
''Lula pediu ao presidente Bush que discutisse o status das negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que são realizadas atualmente em Genebra'', disse Jones. ''Os dois presidentes deixaram claro a importância de uma rodada de Doha bem-sucedida e destacaram que seus respectivos negociadores comerciais tinham instruções de buscar um acordo integral benéfico para todos'', acrescentou. Segundo Jones, durante a conversa telefônica de cerca 20 minutos, Lula ''reconheceu e agradeceu'' a Bush pela ''liderança que mostrou na OMC''.
A assessoria de comunicação da presidência brasileira informou que, durante a conversa, Lula insistiu na ''necessidade de dar um impulso político'' às ameaçadas negociações, mediante uma cúpula de chefes de Estado e de Governo dos principais países industriais e emergentes. E acrescentou que o Brasil estava ''pronto para dar sua contribuição, se os outros fizerem o mesmo''.
O progresso nas negociações da OMC foi tão pequeno que os especialistas já acreditam que será impossível sua conclusão antes do final de 2006, como estava previsto, e consideram que poderiam levar mais dois anos, no mínimo.
Os 149 países-membros da OMC esperam, porém, que na nova reunião fixada para 29 de junho em Genebra um acordo seja alcançado sobre como derrubar as barreiras alfandegárias no mundo, o tema mais delicado da Rodada de Doha, iniciada em 2001 na capital do Qatar e que deverá terminar antes do final de 2006.
Brasil, Índia e os demais países em desenvolvimento pedem fortes reduções nos subsídios agrícolas americanos e nas tarifas alfandegárias européias. Estados Unidos e Europa, por sua vez, rejeitam mutuamente a responsabilidade pela estagnação das negociações e se queixam de que seus produtos industriais e serviços não têm acesso aos mercados do Sul, pressionando os países pobres para que abram suas portas a eles.


