Bush destina US$ 73,5 bi para apoiar agricultor
O presidente George W. Bush, destinou US$ 73,5 bilhões para apoiar a agricultura norte-americana nos próximos dez anos na proposta de orçamento federal que enviou ao Congresso no início da semana. Mas comprou uma briga com os democratas sobre a velocidade com que a verba será desembolsada.
O dinheiro, que será usado em sua maior parte ao pagamento de subsídios para corporações agroindustriais multinacionais e grandes produtores agrícolas, representa um acréscimo de 78% aos US$ 110 bilhões já reservados à agricultura no decorrer da próxima década.
Há, na proposta de Bush, uma nuança potencialmente importante para o Brasil e outros grandes exportadores agrícolas, que são prejudicados pelos efeitos dirtorcivos que os subsídios crescentes pagos aos agricultores dos países ricos têm no mercado internacional de commodities agrícolas.
Com o orçamento no vermelho e o calendário de negociações comerciais internacionais carregado de compromissos que exigirão concessões dos Estados Unidos a partir de 2006 para produzir algum resultado concreto, a administração limitou-se a assumir um compromisso firme de alocação dos recursos apenas pelos primeiros cinco anos.
A proposta da administração prevê US$ 4,2 bilhões em subsídios adicionais este ano e US$ 7,3 bilhões por ano entre 2003 e 2012. Feitas as contas, o incremento que o executivo está disposto apoiar alcançará US$ 33,4 bilhões para o período 2202-2006, apenas um pouco menos do que os US$ 34,6 aprovados no projeto da lei agrícola aprovado pela Câmara no ano passado.
Ocorre que os senadores democratas, que controlam o Senado, insistem numa verba bem maior, de pelo menos US$ 44 bilhões, nos próximos cinco anos. Creio firmemente que nós não devemos concentrar os pagamentos nos primeiros anos, disse a secretária da Agricultura, Ann Veneman, na última terça-feira.





