Burocracia reduzida à uma guia
O fotógrafo Gabriel Teixeira precisou abrir uma empresa em 2004 para prestar serviços, mas somente há cerca de quatro anos, ela passou a se enquadrar no Simples Nacional. ''O Simples melhorou fundamentalmente a questão dos tributos, que pago mensalmente, em apenas uma guia, de acordo com os serviços executados no período'', avalia. Outro benefício da categoria, segundo ele, é a redução de custos com o INSS, tendo em vista que a parcela paga pela empresa é menor e está inclusa na guia única.
''Hoje, o Simples abre muitas portas, pois torna possível a emissão de notas fiscais que são exigidas por grande parte das empresas contratantes de serviço'', argumenta Teixeira.
Há cinco anos no Simples, Elio Pereira, proprietário de um restaurante em Ibiporã, afirma que a principal vantagem do sistema foi a unificação dos tributos em uma guia. Por isso, ele também ressalta a redução da burocracia necessária para administração do estabelecimento, que já funciona há 17 anos.
Há pouco mais de dois anos, Eron Silvestre abriu em Londrina uma loja de rodas e suspensões, junto com o pai e o irmão. A empresa começou com um funcionário e já emprega seis. ''Se eu reclamar, estarei sendo injusto. Estamos indo muito bem'', declara. Com a Nota Fiscal Eletrônica obrigatória, ele afirma que ''tudo o que entra e o que sai'' é contabilizado. ''A informalidade não vale a pena. Se você quer uma consultoria do Sebrae, tem de estar com tudo em dia. Se vai buscar um financiamento no BNDES, também'', justifica.
Silvestre está participando do programa Bom Negócio, uma parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e o Sebrae, que visa preparar as micros e pequenas empresas para buscar financiamentos. A Top Rodas não vai tomar dinheiro emprestado por enquanto. Mesmo assim, ele está frequentando o curso. ''É importante para adquirirmos novos conhecimentos. Sempre existem novos conceitos para a gente aprender e paradigmas que precisamos quebrar'', declara.(M.F. e N.B.)





