Burocracia dificulta uso do crédito oficial
São Paulo - Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada pelo Sebrae, menos de 3% dos empreendedores brasileiros utilizam créditos oficiais para dar início a um novo negócio. Grande parte da tomada de crédito para a abertura de novos negócios, aponta o estudo, viriam de empréstimos familiares e recursos próprios.
De acordo com o economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, a oferta de crédito tem crescido no país mas, apesar do avanço, obter recursos ainda é burocrático e caro para os empreendedores.
Ele ressalta que apesar da ausência de crédito ter prejudicado a economia brasileira, a independência possibilitará ao setor maior resistência neste momento em que a crise econômica mundial se traduz também como uma crise de crédito em todo o mundo.
Para o economista, no entanto, tão importante como políticas de microcrédito é o ''microseguro'' - garantias para que o empreendedor possa continuar a atividade em períodos de turbulência.
De acordo com Neri, deve fazer parte do planejamento empresarial o investimento em seguro contra roubos, poupança para comportar as oscilações da economia e outras ações para reduzir os riscos. O pesquisador aposta que a crise promoverá mais crescimento no setor de seguros. (K.L.M.)





