Burocracia atrasa consórcio da CEF para imóveis
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Problemas burocráticos podem atrasar o lançamento do consórcio de imóveis da Caixa Econômica Federal (CEF). Previsto para março, o produto só poderá ser comercializado se a Caixa criar uma nova empresa para administrá-lo. Isso contraria a intenção inicial da instituição de operar o consórcio como uma carteira segregada do banco.
Uma alternativa em discussão é estabelecer uma parceria com a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac). Segundo o presidente da CEF, Emílio Carazzai, a proposta está em discussão, mas não há nada acertado por enquanto.
Estamos analisando em quais etapas nossa participação seria vantajosa, afirmou. Uma possibilidade é que o banco funcione como um balcão de vendas para as administradoras participantes do projeto.
Para Carazzai, as vantagens seriam a credibilidade da CEF na venda das cotas e a grande rede de agências, que permitiriam boa pulverização do negócio. Já os associados da Abac participariam com a administração dos grupos formados.
A Caixa também poderia montar grupos virtuais, em que os consorciados não pertenceriam à mesma região geográfica. Neste caso, os sorteios e os lances seriam realizados por meio de ferramentas de informática.
Entre as questões pendentes, está também o critério de associação com as administradoras. Carazzai explica que há cerca de 80 consórcios imobiliários no País. Poderíamos nos associar aos líderes de cada região, mas isso esmagaria as pequenas administradoras, ponderou.


