Para o professor de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Baliar, apesar da normatização realizada pelo BC, a burocracia e a falta de boa vontade do órgão prejudicam a expansão das cooperativas de crédito no sistema financeiro. ''Constatamos uma resistência grande em liberar a instalação de unidades que preenchem todos os requisitos'', critica. O primeiro passo para a mudança, de acordo com ele, seria uma postura de real incentivo às cooperativas.
O principal motivo do incentivo, conforme Baliar, seria o acompanhamento de uma tendência mundial em diluir o grau de risco com a criação de bancos menores. ''Bancos grandes têm riscos extremamente grandes. E, quanto maior esse banco, também é maior o custo para a sociedade se houver um problema, no caso de uma intervenção do governo'', cita.
Neste cenário, a criação de bancos regionais e das cooperativas vão se fortalecendo e ganhando espaço. ''Mas tudo depende de uma decisão de 'cima'. Caso contrário, vamos continuar vendo apenas algumas cooperativas serem liberadas.''
Se houver esta mudança, o professor acredita que num espaço curto de tempo as cooperativas cresceriam nas comunidades e nos estados mais pobres. ''Nestes locais, poderia ser uma estrutura mais simples. Apenas um escritório já seria o suficiente'', reforça. (M.T.)

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