A manifestação do Greenpeace foi considerada descabida pela empresa. ‘‘Só para chamar a atenção para o grupo deles, esses ativistas acabam expondo uma companhia que, em 185 anos de atuação no mundo, nunca deixou de respeitar a lei em lugar nenhum’’, reagiu o diretor de comunicação corporativa da Bunge, Adalgiso Telles.
  À acusação de que a ração para frangos de marca Vitosan tem 4,5% de componentes transgênicos sem que a informação esteja na embalagem Telles responde que a análise que apresentou o porcentual é parcial. ‘‘Foram avaliados apenas duas amostras de dois gramas cada’’, destaca. ‘‘E a margem de erro é de 16%.’’ Ele lembra, ainda, que o documento não faz referências ao lote e à data de fabricação do produto e destaca que o farelo de soja chega a, no máximo, 14% da composição da ração.
  Outra exigência do Greenpeace, a rotulagem dos produtos que contêm transgênicos, não é atendida pela empresa porque, segundo Telles, o governo não definiu as regras para o uso de um símbolo, tamanho e posição das informações nas embalagens.‘‘Aguardamos a normatização oficial’’, informa. Telles salienta que a Bunge testa toda a soja que compra e segrega os grãos não-transgênicos para atender os clientes que fazem essa exigência.

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