Edinelson Alves
A virada para o ano 2000 não foi uma catástrofe como previam alguns técnicos apocalípticos. No Brasil, que gastou US$ 7 bilhões – segundo levantamento feito pela Universidade de Miami –, não foram registrados até ontem problemas graves. Mesmo a queda de energia em algumas regiões foi por causa dos efeitos da chuva, e não dos computadores. Num balanço divulgado ontem à tarde, Marcos Osório, secretário executivo adjunto da Comissão Coordenadora do bug, considerou o saldo bastante positivo. Oficialmente, foram registrados apenas pequenos problemas como na emissão do cupom fiscal de três pedágios do estado de São Paulo e nos sistemas de internação de dois hospitais.
Ele lembrou que o próximo teste real acontecerá nos dias 28 e 29 de fevereiro, quando poderá ocorrer o ‘‘buguinho’’ provocado pelo fato do ano 2000 ser um ano bissexto. Mas somente os computadores que não foram programados para enfrentar a virada do ano 2000 poderão apresentar alguma falha. Em nível mundial, muitos serviços de plantão foram desativados antecipadamente.