O leitor reclama
Silvana Poltronieri, dona de uma padaria em Alvorada do Sul, reclama do atendimento que recebeu na empresa Eletroaliança, em Londrina. Ela conta que levou o motor de uma masseira (usada para amassar pão) para consertar. Três dias depois de efetuado o serviço, o motor voltou a apresentar problema e foi consertado no mesmo local, uma vez que o proprietário havia dado garantia de três meses. Mas a máquina não funcionou por muito tempo. Dias depois, o motor queimou novamente. ''Voltei à loja e o dono me falou que a instalação da minha padaria estava podre. Quatro técnicos estiveram aqui e disseram que estava tudo certo'', conta Silvana. Segundo ela, o dono da Eletroaliança disse que arrumaria o motor, pela terceira vez, e o levaria a Alvorada do Sul. Se não queimasse novamente, ela teria que pagar mais R$ 80,00 e combustível do carro. ''Tive que levar o motor para ser arrumado em Primeiro de Maio. E lá me foi informado que o motor não havia sido consertado e que tinham apenas trocado uns fios. Agora ele está funcionando normalmente'', relata Silvana. Segundo ela, o prejuízo da padaria, contabilizando os dias que não pôde fornecer pão, as viagens à Londrina, os R$ 80,00 pagos pelo conserto, mais R$ 150,00 para o segundo profissional que arrumou o motor, totalizou R$ 700,00.
A empresa responde
O proprietário da Eletroaliança, Antonio José Gionco, nega as afirmações de Silvana Poltronieri. Segundo ele, os consertos foram feitos e a dona da padaria foi orientada a observar a forma que estava usando as tomadas em sua padaria. ''Somos em oito profissionais. Nós constatamos que o motor não estava funcionando devido à sobrecarga. A masseira estava sendo ligada numa tomada junto com outras duas máquinas'', diz ele. Quanto à recusa de fazer o serviço, Antonio Gionco diz ter testemunhas de que isso não ocorreu. ''Só disse a ela que poderia ir até a padaria para solucionar o problema, mas que isso teria um custo. Só não arrumei o motor novamente porque ela queria que o entregasse no dia e eu não tinha condição de fazer o serviço naquela hora'', justifica. Ele acrescenta que trabalha na profissão há 25 anos e tem a empresa Eletroaliança há 11 anos.
O diz a lei
No caso acima, o consumidor tem direito a ter o serviço refeito ou receber o dinheiro de volta, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. ''Isso só não é válido caso a pessoa tenha feito mau uso do equipamento e que isso tenha provocado o problema'', informa o coordenador do Procon em Londrina, Martiniano Tito Valle. Para ter o dinheiro de volta, o consumidor deve entrar com processo no Procon e apresentar o recibo do pagamento.

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