Britto recebe hoje pedido do gasoduto
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quinta-feira, 05 de novembro de 1998
Carmem Murara 
O ministro das Minas e Energia, Raimundo Britto, recebe hoje pela manhã um grupo de empresários e políticos da região Norte do Estado para discutir a possibilidade de alterar o traçado original do gasoduto Brasil-Bolívia, no Paraná. A intenção é convencer o Ministério a aprovar o projeto que determina que o gasoduto entre no Estado pelos municípios de Cornélio Procópio, Maringá e Londrina até chegar na Região Metropolitana de Curitiba.
Pelo atual projeto do gasoduto, a tubulação entraria no Estado pelo Vale do Rio Ribeira (Região Nordeste), cortando 230 quilômetros por trechos que desviam a Mata Atlântica, até chegar a Araucária. Pelo traçado original 13 municípios seriam atingidos, enquanto pela nossa proposta 72 cidades poderiam ser beneficiadas com o gasoduto, justificou ontem o senador Osmar Dias.
O senador será um dos integrantes do grupo que falará com o ministro das Minas e Energia. Estarão presentes ainda os prefeitos de Londrina, Antonio Belinati; de Maringá, Jairo Gianoto, e o prefeito de Ourinhos (SP), além do presidente do PSDB, Olivir Gabardo, e representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina e da Sociedade Rural do Paraná.
Um dos trunfos que será apresentado para convencer o ministro a autorizar o traçado será um estudo que mostra a demanda pelo uso do gás. As indústrias de Londrina poderiam consumir 823 mil metros cúbicos ao dia e Maringá poderia ter outros 642 mil metros cúbicos. Se a Copel viabilizar a construção de uma termoelétrica no Norte seria mais fácil negociar a mudança do traçado, afirmou Osmar Dias. Uma termoelétrica consome em média 1 milhão de metros cúbicos de gás ao dia.
O contrato do gasoduto Brasil-Bolívia garante um fornecimento de 20 anos de gás para os Estados da Região Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na primeira fase serão 8 milhões de metros cúbicos ao dia, aumentando o volume até chegar a 16 milhões de metros cúbicos.


