Britto apóia ramal do gasoduto no Norte
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de novembro de 1998
Cláudia Lopes 
O ministro das Minas e Energia, Raimundo Britto, disse ontem, em Brasília, ser favorável à construção de um ramal do Gasoduto Bolívia-Brasil, ligando Bauru (SP) a Londrina, desde que haja viabilidade econômica para o investimento. A afirmação foi feita ao grupo de representantes de Londrina e região, que teve uma audiência com o ministro ontem por cerca de uma hora para discutir a possibilidade de extensão do gasoduto ao Norte do Paraná. O grupo foi encabeçado pelo senador Osmar Dias.
Segundo o senador, o ministro Britto deixou claro que a Petrobrás não fará o investimento sozinha, caso seja confirmado sua viabilidade. Britto disse que será necessário a participação da iniciativa privada no negócio, revelou Osmar Dias. O ministro também cogitou a participação da Compagás no investimento.
Ele decidiu formar uma comissão para elaborar o estudo na região e ontem mesmo ligou para o governador Jaime Lerner, propondo um convênio entre Petrobrás, governo do Estado e prefeituras interessadas para elaboração do estudo e identificação dos investidores, afirmou o senador.
Osmar Dias contou que, apesar de não revelar os nomes, o ministro disse que há interessados da iniciativa privada em investir no ramal. Britto ficou inclusive de consultar alguns, afirmou o senador. Segundo ele, o estudo deverá começar o mais rápido possível. Na audiência de ontem, Osmar Dias disse ao ministro que a região que compreende os municípios de Ourinhos, Londrina e Maringá tem uma demanda diária de gás natural de 642 mil metros cúbicos. O estudo deverá confirmar esta demanda.
O presidente da Compagás, Luiz Roberto Bruel, afirmou ontem à Folha que, se for condição fundamental para a construção do ramal, a empresa estaria disposta a participar do investimento. O presidente do Sinduscon de Londrina, Clóvis Coelho, disse que o ministro Raimundo Britto levantou a hipótese, durante a audiência, de que o ramal pudesse vir de Ponta Grossa e não de Bauru. Explicamos a ele que a dificuldade topográfica seria maior. Mas o estudo também deverá analisar esta possibilidade,
Valter Orsi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que também participou da audiência, acredita na concretização do ramal agora que grandes forças do Paraná se uniram para defender o investimento. Além do prefeito Antonio Belinati, o grupo foi formado pelos prefeitos de Maringá e Ourinhos, Associação Comercial e Industrial de Apucarana, deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani, secretários municipais de Londrina e autoridades da região.


