O ministro das Minas e Energia, Raimundo Britto, disse ontem, em Brasília, ser favorável à construção de um ramal do Gasoduto Bolívia-Brasil, ligando Bauru (SP) a Londrina, desde que haja viabilidade econômica para o investimento. A afirmação foi feita ao grupo de representantes de Londrina e região, que teve uma audiência com o ministro ontem por cerca de uma hora para discutir a possibilidade de extensão do gasoduto ao Norte do Paraná. O grupo foi encabeçado pelo senador Osmar Dias.
Segundo o senador, o ministro Britto deixou claro que a Petrobrás não fará o investimento sozinha, caso seja confirmado sua viabilidade. ‘‘Britto disse que será necessário a participação da iniciativa privada no negócio’’, revelou Osmar Dias. O ministro também cogitou a participação da Compagás no investimento.
‘‘Ele decidiu formar uma comissão para elaborar o estudo na região e ontem mesmo ligou para o governador Jaime Lerner, propondo um convênio entre Petrobrás, governo do Estado e prefeituras interessadas para elaboração do estudo e identificação dos investidores’’, afirmou o senador.
Osmar Dias contou que, apesar de não revelar os nomes, o ministro disse que há interessados da iniciativa privada em investir no ramal. ‘‘Britto ficou inclusive de consultar alguns’’, afirmou o senador. Segundo ele, o estudo deverá começar o mais rápido possível. Na audiência de ontem, Osmar Dias disse ao ministro que a região que compreende os municípios de Ourinhos, Londrina e Maringá tem uma demanda diária de gás natural de 642 mil metros cúbicos. ‘‘O estudo deverá confirmar esta demanda’’.
O presidente da Compagás, Luiz Roberto Bruel, afirmou ontem à Folha que, se for condição fundamental para a construção do ramal, a empresa estaria disposta a participar do investimento. O presidente do Sinduscon de Londrina, Clóvis Coelho, disse que o ministro Raimundo Britto levantou a hipótese, durante a audiência, de que o ramal pudesse vir de Ponta Grossa e não de Bauru. ‘‘Explicamos a ele que a dificuldade topográfica seria maior. Mas o estudo também deverá analisar esta possibilidade’’,
Valter Orsi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que também participou da audiência, acredita na concretização do ramal ‘‘agora que grandes forças do Paraná se uniram para defender o investimento’’. Além do prefeito Antonio Belinati, o grupo foi formado pelos prefeitos de Maringá e Ourinhos, Associação Comercial e Industrial de Apucarana, deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani, secretários municipais de Londrina e autoridades da região.

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