Britânicos propõem trocas comerciais
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quarta-feira, 30 de julho de 1997
Carina Paccola Londrina 
Marcos BorgesPrimeiro contatoComerciantes de Londrina, ontem, em reunião com Alexandre SouzaA possibilidade de negócios entre a indústria britânica e o comércio varejista brasileiro foi tema de reunião, ontem pela manhã em Londrina, entre o assessor comercial da Embaixada Britânica em São Paulo, Alexandre Souza, e diretores e associados do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região. O assessor da Embaixada afirmou aos empresários londrinenses que a indústria britânica quer exportar para o Brasil ou criar joint venture com empresas brasileiras.
Os setores que mais interessam aos britânicos são os de cosméticos, bebidas e vestuário. A Embaixada agora vai enviar ao Sindicato do Comércio Varejista uma relação das empresas britânicas que pretendem investir no Brasil, com informações sobre as atividades industriais, endereço e telefone. Os primeiros contatos dos brasileiros com os britânicos serão intermediados pelo assessor da Embaixada. Depois, se for engatilhado algum negócio, as duas partes interessadas se encarregam das conversas posteriores, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Igarassu Louzada.
A intenção da Embaixada é divulgar as possibilidades de negócio com a Grã-Bretanha para estimular a exportação da Inglaterra para o Brasil. De acordo com a Embaixada, os produtos ingleses representam 2,5% da pauta de importação do Brasil, enquanto os Estados Unidos contam com 24% dos produtos importados pelo Brasil.
O Brasil está entre os dez países preferenciais para a Inglaterra exportar e é o primeiro na América do Sul. Eles estão atentos ao tamanho do nosso mercado consumidor, diz Louzada. O presidente do sindicato informa ainda que, se os volumes de negócio forem significativos, a Embaixada se dispõe a estudar financiamento de bancos ingleses.
Nos setores do vestuário e de bebidas - em que há interesse dos ingleses - a produção britânica é de artigos finos, destinados às classes mais altas. Vamos analisar as condições de preços e das mercadorias para estudar possibilidade de importação ou parceria, diz Louzada. No ramo de bebidas, o whisky é hoje o produto que ocupa o topo da pauta de exportação da Inglaterra para o Brasil.
Outra possibilidade de parceria aventada pela Embaixada Britânica é a fabricação pela indústria inglesa com as marcas brasileiras. O assessor disse que a tendência internacional é o uso de marcas próprias. Os inglesses fabricam, mas as marcas podem ser do fornecedor, explica.
O presidente da Associação Londrinense das Empresas Supermercadistas (Ales), Otto Keller, expôs a experiência de compra pelos supermercados de forma cooperativa, em que se obtém melhores condições de preço e formas de pagamento. Inicialmente, teremos que conhecer a lista de produtos deles, analisar preços e apresentação das mercadorias, para saber se é vantajoso ou não importar dos ingleses, diz Keller.
O supermercadista fala ainda que a Associação vai analisar os custos de contratar produtos ingleses com a marca Ales. Mas qualquer decisão só virá depois de conhecer bem as condições de custo e importação. Nós já tivemos uma surpresa desagradável na importação de vinho. Por isso, o estudo deve ser feito com muito cuidado.


