Britânico já paga até 30% a mais pela carne
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terça-feira, 06 de março de 2001
Agência Folha De Londres 
A crise da febre aftosa no Reino Unido já provoca alta nos preços e conflito entre pecuaristas, donos de abatedores e distribuidores de carne. Com as restrições no transporte de animais determinadas pelo governo britânico para impedir a disseminação da doença, a especulação de preços aumentou na mesma proporção em que diminuiu a quantidade do produto disponível para o consumidor.
A Northern Foods, uma das maiores fornecedoras de carne das redes de supermercado Sainsbury e Tesco e da loja de departamentos Marks & Spencer, anunciou que deve aumentar os preços de todos os seus tipos de carne em cerca de 30%.
A justificativa é que o preço da carne importada da Europa continental subiu até 40%. Em algumas lojas britânicas, consumidores já começaram a pagar preços até 20% superiores depois que a crise começou.
Do outro lado, fazendeiros reclamam de que os donos de abatedores e distribuidores estão oferecendo menores preços a eles, apesar da falta de produto.
Em sua defesa, a federação de carne britânica, que representa os abatedores, usa o argumento de que a classe está obtendo retornos menores por causa da queda do fornecimento. As exportações foram suspensas e as empresas não podem vender o animal inteiro.
Ontem, a União Européia decidiu estender até o dia 27 o embargo à importação de carne britânica. Até ontem, 76 focos de febre aftosa haviam sido confirmados no Reino Unido. Vários países na Europa têm sacrificado animais, realizado testes para identificar a doença e determinado restrições na venda de produtos. Em Paris, um zoológico chegou a ser fechado por tempo indeterminado.
As feiras de gado estão proibidas durante pelo menos uma semana, anunciou Sven Johansson, técnico sueco membro do comitê veterinário permanente da UE.


