Rosângela Moura
Agência Folha
Os consumidores são as principais vítimas da reserva de mercado imposta aos brinquedos estrangeiros. As salvaguardas comerciais tornam os produtos importados mais caros e afastam os consumidores das prateleiras. Com pouca disputa, a indústria nacional não aumenta a competitividade nem baixa preços.
Mesmo com essa argumentação, os importadores perderam a batalha pela
redução da tarifa de importação de brinquedos. A importadora Mattel, por exemplo, apresentou suas justificativas ao Ministério do Desenvolvimento. Para a empresa, a extensão da salvaguarda era desnecessária porque a
desvalorização do real afastou o risco de uma nova invasão dos importados.
‘‘Não há comprovação de prejuízos graves (para a indústria nacional). O
próprio presidente da Abrinq afirma que o setor está se recuperando,
abrindo empregos, investindo e ganhando mercado’’, diz Luiz Sambo,
presidente da Mattel.
O empresário acredita que a medida pode trazer problemas para o governo
brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC). Pelas regras da OMC, salvaguardas só podem ser aplicadas quando há risco para produtores
locais. ‘‘A indústria nacional não precisa mais de proteção além da que já ganhou com a desvalorização do real’’, afirma.

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