Londrina - O pequeno Luís, de 7 anos, olha a prateleira de brinquedos em uma loja no Calçadão de Londrina e parece decidido sobre o presente que busca neste Natal. Logo vem a ducha de água fria da tia do garoto, a operadora de máquinas Eliana de Paula Floriana. "Este ano a tia vai dar uma camiseta e bermuda bem bonitas para você, não é Luís?". Ele concorda com a cabeça, meio ressabiado com a decisão.

A estratégia de Eliana – que conta com mais três filhos e quatro sobrinhos para presentear neste fim de ano – é a de muitos pais: poupar ao máximo, comprar à vista e evitar carregar despesas para 2015, um ano que deve ser economicamente desaquecido. "Não coloco um preço limite para gastar, mas compro o que posso e sem perguntar muito a opinião deles, já que são de pouca idade e geralmente gostam dos presentes. Não me endivido para atender o desejo deles, já que brinquedos são esquecidos rapidamente", analisa ela.

A opinião é a mesma da cuidadora Sônia Regina Barbosa que procurava um presente para a sobrinha. "Compro no cartão de crédito, sem parcelamento. Busco sempre o básico, economizando, e sem fazer loucuras para agradar as crianças. Elas são muito pequenas e não têm conhecimento sobre o valor dos presentes, por isso aposto nas lembranças. Janeiro e fevereiro estão aí e se não cuidarmos do que ganhamos somos envolvidos pelas contas de começo de ano", complementa.

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