Briga por salário vai voltar, diz sindicalista
Cláudia Lopes
De Londrina
As centrais sindicais têm brigado pela manutenção de postos de trabalho nas empresas brasileiras, deixando de lado as reivindicações por aumentos salariais, na opinião do secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves o Juruna. Ele falou ontem sobre Desemprego e Alternativas no debate Realidade e Novas Propostas no Campo Trabalhista, promovido pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, no Hotel Sumatra.
A questão salarial é importante mas os trabalhadores, pressionados pelo desemprego estão abrindo mão dos aumentos em detrimento de garantias de emprego, disse Gonçalves. Ele acredita porém, que esta situação deva se inverter nos próximos meses. Os trabalhadores estão muito descontentes com seus salários. A tendência é que voltem a reivindicar aumentos.
Gonçalves afirma que todas as alternativas para geração de emprego no País dependem exclusivamente do governo federal. Em maio passado, a Força Sindical apresentou algumas propostas ao presidente FHC, em Brasília. Entre elas, a criação de um fundo de aval para facilitar o acesso dos micro e pequenos empresários ao Proger, a criação de frentes de trabalho e o estímulo à agroindústria. Mas, até agora, o governo não fez nada. Por isso, a Força Sindical vai se unir à CUT na greve marcada para o próximo dia 14 para negociação coletiva com montadoras e autopeças de todo o País.
Fazem palestras sobre Trabalhador Rural, a partir das 19h30 de hoje, o vice presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto e o ex-presidente do TRT/PR, Ricardo Sampaio. A mediação é do secretário do Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Alex Canziani.





