''Ainda não estamos nervosos'', diz Pedro Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). ''Mas, se houver uma deterioração na situação, certamente o andamento das questões sanitárias (para exportação de carne para China) vai ser prejudicado.'' Para Camargo Neto, a questão das salvaguardas para têxteis é ''briga de cachorro grande'', entre União Européia, Estados Unidos e China, e o Brasil é apenas coadjuvante.
Referindo-se ao comentário de um diplomata chinês, que afirmou ser ''uma punhalada pelas costas'' o Brasil considerar medidas protecionistas contra a China, Camargo Neto diz: ''É uma guerra comercial. Na soja, eles não nos deram uma punhalada pelas costas, eles nos mataram!''
Para Renato Amorim, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil China, os empresários brasileiros não têm razão quando reclamam do crescimento das importações chinesas. ''Os chineses estão roubando participação dos americanos e europeus no fornecimento de máquinas e outros produtos para o Brasil, eles não estão roubando mercado da indústria brasileira'', diz. ''Nós temos muito a perder se impusermos salvaguardas contra os produtos chineses porque eles certamente vão retaliar. Está cheio de fornecedor de aço e celulose no mundo e eles podem parar de comprar do Brasil.'' (AE)

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