Briga contra cartões chega à confederação dos lojistas
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quarta-feira, 11 de julho de 2001
Rosana Félix De Curitiba 
O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Marcos Domakoski, estará reunido hoje à tarde no Rio de Janeiro com a diretoria da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) para apresentar as reivindicações dos lojistas paranaenses contra as taxas cobradas pelas administradoras de cartões de crédito.
Domakoski disse que já teve contatos com o presidente da CACB, Luís Otávio Gomes Silva. Ele se mostrou bastante receptivo e quer que eu mostre esse pleito na próxima assembléia, relatou. A reunião deve marcar o início de um diálogo com as administradoras de cartões de crédito. Esse é o primeiro passo. Há outras alternativas caso o diálogo não prospere, afirmou. Ele não comentou sobre essas possibilidades.
Os comerciantes reclamam das taxas cobradas, que variam entre 2,5% e 5%, informou Domakoski. Outros problemas seriam que os lojistas só recebem o dinheiro das administradoras após 30 dias da data da venda e é preciso pagar entre R$ 40,00 a R$ 90,00 pelo aluguel de máquinas. As administradoras devem se sensibilizar para a necessidade de reduzir essas taxas para um patamar mais próximo do que praticam nos países vizinhos, Estados Unidos e Europa, que é 1%, afirmou.
Domakoski relatou que o cartão de crédito é tido no comércio como o melhor instrumento para realizar vendas. Com a redução de taxas, há possibilidade de icrementar ainda mais o uso, observou. As reivindicações da ACP estão baseadas em uma pesquisa feita pela Associação Comercial de Londrina e na Federação do Comércio Varejista de Combustíveis.
Vendas de invernoA ACP concluiu ontem um levantamento sobre a queda nas vendas de roupas de inverno por causa das altas temperaturas registradas nos últimos dias. Segundo o vice-presidente de Serviços da associação, Élcio Ribeiro, foram pesquisados segmentos de inverno, como confecções, calçados e acessórios (cobertores, por exemplo). Nos dez primeiros dias de julho, o número de consultas em Curitiba caiu 12,8% em relação aos primeiros dias de junho. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 9,3%.


