Representantes do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ressaltaram a possibilidade de formalizar uma Parceria Público-Privada para viabilizar o projeto do Trem Pé Vermelho, que deve interligar as regiões metropolitanas de Londrina e de Maringá. Em visita à Folha, o diretor de Operações do BRDE, Wilson Quinteiro, ressaltou que a medida poderia auxiliar o desenvolvimento das cidades da região. "Nós temos condições de fazer, dentro dessa natureza das PPPs [Parcerias Público-Privadas], temos como financiar rodovias e ferrovias e fazer investimentos dessa ordem. Nós visualizamos o eixo Maringá e Londrina, passando por cidades como Apucarana, Sarandi, Arapongas e Rolândia, com um eixo de cidades que estão em um momento em que nós temos que acreditar, atraindo investimentos internamente para esses municípios", ressaltou.
Conforme o superintendente do BRDE, Paulo Cesar Starke Junior, o banco busca formalizar em 2016 as primeiras PPPs no Paraná. "Até hoje, efetivamente, nós não temos nenhuma parceria estadual finalizada. A primeira em análise é a duplicação da PR-323, de Paiçandu a Francisco Alves. Estamos acompanhando o projeto já com os empreendedores que vão participar", mencionou.
O BRDE beneficia os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No ano passado, a Agência Paraná contratou R$ 1,53 bilhão em financiamentos no Estado, valor acima da meta inicial esperada para 2015, que girava em torno de R$ 1 bilhão. A grande procura por parte dos produtores rurais movimentou R$ 455 milhões em operações. O orçamento inicial previsto para 2016 é de R$ 1,33 bilhão.
Já os financiamentos destinados à Região Metropolitana de Londrina somaram R$ 110 milhões em 2015. Os recursos foram destinados a 55 projetos no total. Uma das obras realizadas em Londrina com o apoio do BRDE foi a reforma do Colégio Mãe de Deus. Foram financiados R$ 800 mil para a construção.

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