O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), único banco de fomento do Paraná, liberou R$ 30 milhões em crédito para os empresários do polo moveleiro que desejarem realizar negócios na 8 edição da FIQ - Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira. Os controladores do BRDE são exclusivamente dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
De acordo com o diretor financeiro da instituição, José Gomes Rosa Filho, o BRDE está priorizando oferecer este crédito para a FIQ porque acredita no polo industrial de produção de móveis desta região do Estado. ''São quase 200 empresas em Arapongas e 800 em toda a região. Nós sabemos que estes empresários do setor visam um desenvolvimento e, para isso, necessitam de tecnologia'', salienta Filho.
Para atender este público, o BRDE está trabalhando com três linhas de crédito, sendo que uma delas foi projetada especificamente para o polo moveleiro. Ela é chamada de Moderinfra, e traz financiamentos voltados para pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, ações de marketing, capacitação e treinamento e aquisições de softwares. ''Neste caso, a taxa é de 9% ao ano e com prazo de oito anos para pagar, com três anos de carência'', salienta o diretor do banco.
A outra linha - mais conhecida do empresariado - é o Financiamento de Máquinas e Equipamentos nacionais (Finame). Quem optar por este financiamento através do BRDE, deve pagar uma taxa de 6,5% ao ano em até uma década, com uma carência de dois anos. Por fim, a instituição financeira oferece ainda linhas de crédito para os empresários que buscam apenas capital de giro, com taxas de 15% ao ano e até 36 meses para pagar. ''Além disso, tanto quem optar pela Moderinfra ou pelo Finame ainda podem associar com a linha de capital de giro, que pode chegar até 30% do valor total requisitado''.
José Luis Dias Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), comenta que hoje a facilidade é muito grande para quem busca modernizar sua empresa, principalmente pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). ''O acesso ao crédito e aos financimentos para adquirir estas máquinas são instantâneos. Os fabricantes também têm papel importante, e por isso a modernização tem sido intensa no setor'', conclui.

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