A nova diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Sul (BRDE) tomou posse ontem e tem como meta para o próximos 16 meses melhorar ainda mais o resultado obtido pela instituição neste ano. O crédito ofertado de janeiro a setembro de 2001 já supera em 9,6% o valor total liberado em 2000, totalizando R$ 217 milhões. O número de operações passou de 988 para 2.273 neste ano, um crescimento de 130%.

O paranaense Aldo de Almeida Júnior assumiu ontem a presidência do banco, respeitando um rodízio feito entre os três Estados da Região Sul, que controlam o BRDE. Segundo ele, a instituição deve continuar elevando a oferta de crédito. ''Obrigatoriamente temos que ter uma perspectiva realista mas até otimista, já que somos os condutores de um empreendimento que o empresário leva à nossa porta para pedir crédito'', afirmou.
O BRDE havia apresentado resultados negativos em 1998 e 1999 e em 2000 teve lucro de apenas R$ 800 milhões. Os números de 2001 apontam para uma lucratividade de cerca de R$ 45 milhões. De acordo com o ex-presidente do BRDE, Carlos Henrique Vasconcellos Horn, foram feitas uma série de reestruturações tecnológicas e de pessoal desde 1999. ''Já colhemos os primeiros resultados desse esforço'', avaliou.
De acordo com Horn, as agências do BRDE nos três Estados sentiram uma certa retração no início do segundo semestre, ocasionada pela recessão mundial da economia, crise energética (por afetar os mercados consumidores dos produtos fabricados no Sul) e crise na Argentina. Porém ele disse que esse cenário já foi superado. ''As expectativas pessimistas da economia brasileira não estão se confirmando'', afirmou.
A principal atividade que o BRDE fomenta é o agronegócios. De janeiro de 2000 a setembro de 2001, do total de R$ 415 milhões contratados, 32% (R$ 132 milhões) foram destinados ao setor.

A jornalista viajou a convite do BRDE

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