BRDE e Fomento Paraná oferecem R$ 3,7 bi para empresas e municípios
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Reportagem Local 
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou no último dia 11 os dois primeiros contratos de financiamento empresarial pelo Sistema Paranaense de Fomento (SPF), programa que busca gerar crescimento sustentável com apoio financeiro e de planejamento para empresas e municípios. Conforme decreto assinado pelo governo do Estado, serão disponibilizados R$ 3,5 bilhões para a iniciativa privada e R$ 200 milhões para o poder público, que podem ser requisitados nos próximos três anos.
O SPF articulará ações entre o BRDE e a Fomento Paraná, que firmaram acordo operacional para facilitar o acesso ao crédito e levar desenvolvimento regional no Estado. Cabe ao banco, mantido pelos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, ofertar os recursos e à agência, buscar por adesão em municípios.
A maior parte do orçamento tem origem no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após aporte de R$ 200 milhões por parte do governo do Paraná no BRDE. O diretor de operações do banco do extremo sul, Wilson Quinteiro, afirma que o valor alocado pelo governo permite obter até R$ 1,4 bilhão, ou sete vezes mais, em recursos.
O restante pode ter origem no Fundo de Garantia por Tempo de serviço (FGTS), na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e no Banco Mundial. "Todos os estados, com exceção dos três do Sul, de São Paulo e do Rio também têm acesso ao Fundo Constitucional e, por isso, estamos tentando ressuscitar a Sudesul (Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul, extinta em 1990)", diz Quinteiro, também presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
Os dois primeiros contratos do SPF somam R$ 1,19 milhão e foram assinados com as empresas Villa IT Tecnologia da Informação, no valor de R$ 430 mil, e Allinsert Eletrônica, de R$ 763,7 mil. Porém, Quinteiro conta que o BRDE liberou quase R$ 1 bilhão em investimentos no Paraná mesmo antes do lançamento do programa e deve fechar mais R$ 600 milhões até 31 de dezembro, com base principalmente na força do cooperativismo na região.
São quatro novos formatos de financiamento. O primeiro é o BRDE Município, que permitirá que prefeituras busquem recursos para projetos de mobilidade, recapeamento asfáltico, sistemas de tecnologia, aquisição de ônibus ou construção de escolas, entre outros. O BRDE Energia é para a criação de propostas de geração por fontes renováveis, como eólica e solar. Há ainda o BRDE Inovação e o BRDE Microfinanças que oferece até R$ 20 mil por microempreendedor para a abertura de empresas.
Quinteiro lembra que parte dos projetos é oferecida pelo BNDES, mas o BRDE oferece agência no Estado para canalizar os programas nacionais e criar novos, de acordo com especificidades regionais. Por exemplo, cita que é possível ter o apoio de universidades estaduais no estudo para necessidades regionais, a um custo mais baixo do que em financiamentos comuns. "As instituições financeiras comerciais oferecem prazo mais curto e juros mais altos porque visam o lucro, mas o BRDE busca boas políticas de desenvolvimento regional", diz. Ele completa que a instituição oferece prazo máximo de oito anos, com dois de carência, e juros de 5% ao ano.


