Marcos NegriniReforço de caixaAo lado do prefeito Jairo Gianoto (PSDB), o vice-presidente do BRDE, Fernando Fontana, anuncia os recursosO vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE), Fernando Fontana, anunciou ontem em Maringá a liberação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para as micro e pequenas empresas da região. Cada empresa poderá solicitar ao BRDE financiamento de até R$ 90 mil, desde que tenha faturado em 96 até R$ 600 mil.
Metade do financiamento será para financiar maquinário; a outra metade poderá ser investida em capital de giro (compra de matéria-prima). O cadastramento da empresa junto ao Sebrae é a condição principal para a empresa se candidatar ao crédito. O prazo de pagamento é de 36 meses, com seis meses de carência, e juros de 5% ao ano acrescidos da TJLP.
‘‘O BNDES tem R$ 11 bilhões para gastar. O BRDE tem patrimônio de R$ 450 milhões. Isto quer dizer que praticamente não existem limites para o número de empresas que queiram se candidatar aos empréstimos, que poderão ser liberados em até 60 dias’’, afirmou Fontana.
Esses recursos fazem parte do Programa de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Paraná e só poderão ser aplicados em regiões que tenham um setor de produção que some 40% do total das empresas instaladas. No caso de Maringá, 40% das empresas da regiões são do setor de confecções - 360 empresas no total.
Os recursos foram anunciados durante reunião de trabalho realizada no plenário da Câmara Municipal, com a presença do prefeito Jairo Gianoto (PSDB), parlamentares estaduais e federais e empresários da região. Fernando Fontana disse que o governo federal centraliza as decisões em relação à economia: ‘‘O grosso do dinheiro fica em Brasília. Desde os tempos de Pedro II os mecanismos de acumulação de capital permanecem nas mãos do governo fedeeral’’.
Ele disse que a esperança dos micros e pequenos empresários está depositada nas mãos da deputada federal Yeda Crusius (RS), que apresentou uma emenda à Medida Provisória que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) regionalizando os recursos do FAT.
As regras dos empréstimos foram criticadas pelo prefeito Gianoto e empresários. O prefeito disse que não há necessidade de recursos para compra de maquinários: ‘‘Temos tudo aqui: infra-estrutura, galpões vazios com máquinas paradas e mão-de-obra qualificada. Precisamos de financiamento de capital de giro’’.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Hélio Costa Curta, concorda com o prefeito e acrescenta que o prazo de pagamento dos empréstimos deveria ser maior: ‘‘A carência deveria ser de um ano. Nenhum empresário vai conseguir amortizar a dívida em seis meses. Os juros também poderiam ser melhores’’.
O presidente do Sindicato do Vestuário de Maringá (Sindvest), Valdir Scalon, também achou desnecessário crédito para compra de maquinário: ‘‘O ideal seria crédito para capital de giro’’.

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