O grupo Brasilsat, fabricante de produtos para infra-estrutura de sistemas de telecomunicações, está investindo R$ 103 milhões em uma nova unidade em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e na ampliação das fábricas instaladas no Bairro Santa Cândida e na Cidade Industrial de Curitiba. A expectativa é elevar de 530 para mais de 2,2 mil empregos diretos, triplicando, em dois anos, o faturamento de R$ 50 milhões.
O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), disse ontem, durante a assinatura do protocolo de intenções com a direção da empresa, que esse empreendimento mostra que o Estado não pretende ‘‘endossar o catastrofismo’’.
O diretor de Marketing da Brasilsat Harald, Antonio Hallage, disse que a empresa tem como regra investir em momentos de crise. ‘‘Nada resiste ao trabalho’’, afirmou. O investimento recebeu incentivos do programa Paraná Mais Emprego, que dilata o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 48 meses.
Em Almirante Tamandaré, a Brasilsat investirá R$ 48 milhões, em parceria com a norte-americana Rohn Industries Inc. Nos 20 mil metros quadrados de área serão fabricados abrigos metálicos para equipamentos de telecomunicações, torres cilíndricas e estruturas metálicas em geral. A unidade deve começar a produzir no fim de 1999. A previsão é que pouco mais de mil pessoas sejam empregadas nessa unidade.
Na ampliação das unidades de Curitiba serão investidos R$ 55 milhões, gerando-se 665 novos empregos até meados do ano 2000. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de antenas de UHF, microondas e de comunicação via satélite, torres leves, unidades de energia e abrigos de concreto, entre outros equipamentos.
Além de atender ao mercado interno, a empresa pretende intensificar a exportação, que hoje fica em 5% das produção. ‘‘O mercado de telecomunicações está crescendo no mundo todo, mas o Brasil é, talvez, o melhor local para se investir’’, diz o diretor de Marketing. Ele acredita que a Brasilsat, empresa com 25 anos de existência, seja uma das únicas no mundo a fabricar cerca de 85% de todos os componentes estruturais de telecomunicações.

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