Pesquisa realizada por um centro da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) mostrou que, até o final deste ano, será vendido um computador por segundo no Brasil. No total, o número de unidades comercializadas deverá chegar a 24,8 milhões, com crescimento de 10% sobre o ano passado. Os tablets devem liderar a procura à frente dos notebooks e desktops. Em maio, estima-se que estes portáteis responderão por 40% da comercialização de computadores.
A pesquisa mostrou ainda que existem atualmente 136 milhões de computadores em uso no País, e que este número dobra a cada quatro anos. Desta forma, em 2016, o total de máquinas em uso deverá chegar a 200 milhões, quando a densidade deverá atingir a marca de um computador por habitante.
O levantamento é realizado anualmente pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV-EAESP. Com estes números, o Brasil fica acima da média mundial de computadores por habitante.
Diretor de Informática da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Hugo Valério lembra que a média de computadores por pessoas mostra que o Brasil se encontra em uma posição privilegiada, porém, provavelmente ainda está abaixo do índice de países mais desenvolvidos.
Ele também observa que o dado não necessariamente significa que, em 2016, toda a população brasileira terá acesso ao aparelho – afinal, um habitante pode ter mais de um computador, e no número também estão inclusas empresas, que detêm um grande número de máquinas. "Mas é uma tendência. Nós observamos a inclusão digital das pessoas para diversas finalidades, pessoais, profissionais e de entretenimento."
Mesmo que a expectativa de crescimento de 10% nas vendas de computadores seja menor que o resultado obtido em 2013 (19%), o dado aponta avanço, uma vez que é calculado sobre uma base de venda instalada bem maior que a de anos atrás, finaliza o diretor. "É importante que os números continuem a crescer porque os computadores são ferramentas de eficiência, que melhoram a qualidade do trabalho das pessoas e a eficiência das empresas", continua.

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