Brasileiros no Japão têm TV e rádio de Londrina via celular
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Simone Albieri<br> Reportagem Local 
Inovação. Esta é a palavra que pode definir o novo canal de comunicação entre Brasil e Japão. A londrinense Gelt Tecnologia, que está no mercado há três anos, em parceria com as empresas Brasphone e Brastech desenvolveram um megaprojeto tecnológico capaz de levar imagem e áudio do Brasil para o Japão em tempo real, através de aparelhos celulares da NTT DoCoMO e Vodafone. Com este produto, cerca de 300 mil dekasseguis já podem acompanhar a programação da TV Tarobá e da rádio Paiquerê FM de Londrina.
O projeto Mobeet vem de encontro com a cultura japonesa que, por sua tecnologia diferenciada, acaba facilitando o cotidiano dos brasileiros que moram na Terra do Sol Nascente. Tony Novaes, responsável técnico e comercial da Gelt, explica que hoje, no Japão, acessar a internet, por exemplo, é bem mais comum através do celular que do próprio computador. ''É um mercado novo que está dispontando entre os países de primeiro mundo e para nós está sendo um desafio'', revela.
De acordo com Novaes, o Japão foi o país escolhido devido sua telefonia celular ser de alta velocidade e possuir a rede 3G - uma conexão de 720 kbps. Para se ter uma idéia, os celulares brasileiros possuem uma resolução de 256 mil cores, enquanto os celulares japoneses possuem 16 milhões de cores e som estéreo. Sem falar que o Japão é referência para o resto do mundo.
Além dos veículos londrinenses que estão disponíveis aos dekasseguis no Japão, fazer downloads desses e de outras programações, de diferentes emissoras, já será possível a partir de janeiro de 2007. Isso vai permitir ao consumidor comprar conteúdo e armazenar no celular para assistir no momento que achar mais adequado.
Diferentes canais de rádio e TV já estão sendo fechados. A divulgação deve acontecer na mídia apenas no início do ano. O Campeonato Paranaense de Futebol 2007, por exemplo, será um dos programas a ser transmitido via celular.
Para a Gelt, pioneira do projeto no Brasil, a experiência marca o modelo tecnológivo dos novos tempos. ''O objetivo é potencializarmos o nosso produto no mercado japonês e depois expandi-lo para o resto do mundo'', acredita Novaes.
Ele explicou que o Mobeet é viabilizado por meio de uma plataforma em Londrina, que recebe o sinal da emissora (vídeo e áudio), o encaminha a um servidor, cujo software codifica, faz a compressão dos dados e transmite em alta velocidade, via Internet, para um data center em Tóquio. Lá, o pacote é descompactado e encaminhado aos servidores da DoCoMo e da Vodafone, que distribuem o sinal aos telefones móveis, em tempo real. Para maiores informações, o serviço tem página exclusiva na Internet no endereço www.mobeet.com.


