O diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Mugnaini Júnior, afirmou ontem que os empresários brasileiros com negócios na Argentina podem esperar um calote no pagamento das exportações já concretizadas, queda nas exportações em negociação e aumento das importações, por conta do ganho de competitividade dos produtos argentinos com a provável desvalorização do peso, apesar de a indústria do país estar sucateada.
''É preciso tomar atitudes para não perder o mercado conquistado. Ao mesmo tempo, é preciso cuidado redobrado nas novas negociações de exportações'', disse. Para Mugnaini, entre as atitudes para manter o mercado poderia estar a utilização do Convênio de Crédito Recíproco (CCR), em quantias de até cerca de R$ 300 mil, para garantir aos brasileiros as exportações para a Argentina. Além disso, o diretor da Fiesp acredita que o País deva continuar importando trigo e petróleo. Mugnaini disse que as importações brasileiras poderão chegar ou ultrapassar os US$ 6 bilhões em 2002, 5% a mais que os US$ 5,7 bilhões deste ano. Os setores que mais sofrerão são os de calçados, aços e tecidos.

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