Brasileiros investem no e-commerce
Agência Estado
De São Paulo
As grandes e médias empresas brasileiras estão investindo, em média, 4% do faturamento líquido anual em Tecnologia da Informação (IT), preparando-se para se beneficiar da projetada explosão do comércio eletrônico no Brasil e no Exterior. Segundo a consultoria BCG, as vendas online na América Latina totalizarão US$ 3,8 bilhões no fim de 2003. Para os Estados Unidos, a projeção é de US$ 2,8 trilhões. A procura por informações sobre e-commerce está muito acelerada no País, afirma o presidente da Andersen Consulting no Brasil, Mario Fleck.
Apesar de a forte queda do índice Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia, estar assustando investidores em bolsas de valores, analistas acreditam que as estimativas sobre o potencial do comércio eletrônico no País e no Exterior não serão afetadas. Não há relação entre a bolha acionária, que supervalorizou as empresas de tecnologia com base numa expectativa de lucro futura, disse o consultor Gilberto Dib. Para ele, o fundamento do comércio eletrônico é real, baseado na mercadoria, na oferta, na comodidade de fazer compras sem sair de casa e na própria demanda por esse tipo de serviço.
Entre os especialistas, ainda é corrente a afirmação de que o e-commerce se consolidará como estratégia empresarial neste ano, registrando um avanço em relação a 1999, ano do lançamento dessa tendência no País.
Dados de uma grande consultoria do segmento mostram que o empresário brasileiro não quer ficar atrás dos concorrentes ao Norte. Há um ano, por exemplo, a consultoria era procurada por uma média de três empresas por semana em busca de orientação. Hoje são cerca de 20 por dia, sobretudo para os setores industrial e financeiro. Embora muitos empresários reconheçam que estão atrasados na integração com a rede, praticamente 90% já estão avaliando e têm opinião favorável à adoção do comércio eletrônico.





