O Brasil está exportando garrafas de PET moídas. ‘‘Países como o México têm interesse em comprar’’, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens PET (Abepet), Alfredo Setti. A entidade realiza um levantamento junto à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para saber qual a real dimensão do novo negócio dos recicladores brasileiros.
A reciclagem de PET no Brasil dará um salto de 37 mil toneladas, em 2000, para 87 mil toneladas neste ano. O incremento estimado pela Abepet é de 30% este ano frente ao crescimento de 34%, no ano passado. O presidente da Abepet afirma que o volume pode ser maior.
As 18 indústrias que transformam o PET picotado em bens de consumo, como fios têxteis, cordas e não-tecidos (70% do total reciclado), continuam operando com ociosidade de 40%. ‘‘Isso porque apenas 26% das garrafas de PET são recicladas’’, informa Setti. O País recicla 10% da resina que utiliza.
A reciclagem só não é maior porque a arrecadação das garrafas é dificultada pela falta de uma política pública de coleta seletiva, que se inicia na separação do lixo limpo nas residências.

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