Brasileiros e americanos firmam acordo de cooperação imobiliária
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Victor Lopes<br>Reportagem local 
O ''boom'' no mercado imobiliário nacional e a tradição dos norte-americanos no setor fizeram com que Brasil e Estados Unidos firmassem um acordo de cooperação e reciprocidade no final da última semana, em Brasília, durante o II Encontro Brasileiro de Encontro de Imóveis (Embraci). O Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) fechou um tratado com a National Association of Realtors (NAR), entidade que representa os corretores nos EUA. O objetivo do acordo é proporcionar aos profissionais da área de ambos os países um acesso mútuo aos mercados imobiliários das nações.
Apesar da entidade americana ter retraído no último ano - perdendo cerca de 200 mil mebros devido a crise mundial que deflagrou no país - João Teodoro da Silva, presidente da Cofeci, salientou a importância do intercâmbio. ''Estávamos negociando há mais de dois anos com a NAR, sendo que a entidade americana já tem 100 anos de experiência na representação da classe dos corretores imobiliários''. Vale ressaltar que a NAR possui atualmente 1,2 milhão de associados, contra 250 mil do Cofeci.
Para Aida Turbow, presidente de assuntos internacionais da NAR, o acordo mostra que o Brasil está ganhando importância no que se diz respeito à investimentos. Segundo Aida, o país só fica atrás dos EUA, Grá-Bretanha e China quando o assunto é a potencialidade de um bom retorno ao aplicar capitais. ''O Brasil de hoje está no centro das atenções em muitos aspectos, inclusive o econômico. Para os corretores de imóveis daqui é uma chance de se conectar com o mundo, já que atuamos em mais de 60 países e 81 associações'', relatou a representante norte-americana.
Pelo convênio, os corretores brasileiros podem se inscrever como membros da NAR por cerca de US$ 70 anuais e ter acesso direto aos seus bancos de dados, modelos de documentação, ideias de comercialização e até treinamentos. Já para os estadunidenses, o maior interesse é ter acesso à informações da Cofeci para fechar negócios por aqui. ''Os profissionais terão que estar bem preparados, pois a economia é baseada no conhecimento. O perfil dos corretores brasileiros pode melhorar ainda mais com esta troca de informações'', salientou Turbow.
A entidade norte-americana vislumbra ainda que - além de Brasil - Uruguai, Argentina e Paraguai se tornem ''sócios estratégicos'' dela na América do Sul. ''Os clientes estão em todos os lugares e eles vislumbram investir em países que proporcionem baixo risco e alto rendimento, como está acontecendo com o Brasil agora'', finalizou a presidente de assuntos internacionais da NAR.
(O jornalista viajou a convite do Cofeci)


