Brasileiros devem gastar R$ 40 bi em calçados
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domingo, 08 de setembro de 2013
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - Os brasileiros devem gastar R$ 40 bilhões com calçados neste ano, valor 10% maior em relação a 2012. No Paraná, o gasto estimado é de R$ 2,454 bilhões para este ano ou quase 9% maior em relação ao ano passado. Os dados são do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. O gasto estimado per capita/ano é de R$ 245,68.
A pesquisa apontou que a classe C possui o maior potencial de consumo no País (42% do total), seguida pela classe B (40%) e classe A (9,63%). Por região, o Sudeste apresenta o maior potencial de consumo de calçados, com R$ 20 bilhões, o que equivale a metade dos gastos projetados para o Brasil. O Nordeste é o segundo maior consumidor, com potencial estimado em R$ 7,3 bilhões (18%) e, em seguida, aparece a região Sul, com potencial de R$ 6,7 bilhões (17%).
Ao cruzar os dados de classe e região, o Sudeste apresenta maior potencial de consumo, representado pelas classes B (R$ 9 bilhões) e C (R$ 8,2 bilhões). O menor consumo de calçados no País será da classe A, da região Norte, projetado em R$ 204,17 milhões.
O potencial de consumo apurado pelo Ibope para este ano leva em conta apenas o consumo domiciliar, ou seja, as compras de pessoa física junto a varejistas do ramo e inclui calçados masculinos (social, chinelo e sandália), calçados femininos (social, bota, sandália, tamanco, chinelo e sapatilha), calçados esportivos (tênis e sapatênis adulto) e calçados infantis (tênis, sandália, sapato, bota, chinelo e sandália).
A diretora de geonegócios do Ibope Inteligência, Márcia Sola, disse que o crescimento no consumo desse segmento acompanha a perspectiva de crescimento do varejo e do setor calçadista. Além disso, o aumento da renda e do número de famílias contribui para que a previsão de 10% se confirme neste ano.
Ainda de acordo com ela, o consumo per capita nacional é de R$ 245 porque reflete todos os estados brasileiros. Segundo Márcia, os estados com menor demanda de consumo empurram esse número para baixo. "Além disso, é importante ressaltar que o Paraná possui um padrão de consumo mais elevado em comparação com os demais estados."
Para o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP) e proprietário das lojas de calçados Scarpini de Curitiba, Antonio Espolador, as vendas começaram a aquecer com o início do inverno e os primeiros meses do ano não foram muito otimistas. Segundo ele, em julho, com as baixas temperaturas, houve um crescimento de 12% nas vendas. Ele acredita que o setor deve crescer cerca de 8% neste ano.
Segundo ele, o segmento perdeu vendas até a chegada do inverno com o aumento da inflação, que elevou os preços dos alimentos, e com os protestos populares que diminuíram as vendas do comércio de rua.
Espolador disse que a classe C aparece na pesquisa como a maior consumidora de calçados porque foi uma camada da população privilegiada com o aumento da renda, o que influenciou no consumo. Segundo ele, muitos consumidores optam por comprar calçados em até cinco vezes no cartão e o tíquete médio nas lojas têm ficado entre R$ 120 e R$ 140.
"Sapato é um objeto de desejo para as mulheres", disse a gerente da loja Beka Calçados, Fátima Souza. Segundo ela, o clima mais intenso neste inverno ajudou nas vendas. Na loja que ela trabalha, o tíquete médio tem ficado entre R$ 160 e R$ 200.
O gerente da loja Kipasso Calçados, Dalmo Borges, disse que o ano começou um pouco fraco em vendas, mas começou a melhorar a partir de maio com o início das temperaturas mais baixas. Ele acredita que as vendas fechem o ano próximo de 10% de crescimento. Na loja que Borges trabalha, o tíquete médio é de R$ 150 para homens e de R$ 200 para mulheres. No entanto, há exceções, como o caso de uma cliente que levou 12 pares de sapatilhas em um única compra realizada em agosto. Segundo ele, grande parte dos clientes prefere parcelar as compras em duas ou três vezes no cartão de crédito.
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