Brasileiros batem recorde em despesas no exterior
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Agência Brasil 
Brasília - As viagens de brasileiros ao exterior nos últimos 12 meses alcançaram recorde histórico, revela o relatório sobre contas externas divulgado ontem pelo Banco Central. Entre junho de 2006 e maio deste ano, os brasileiros gastaram no exterior US$ 6,392 bilhões. Só nos cinco primeiros meses deste ano, as despesas com viagens somaram US$ 2,8 bilhões, com crescimento de 28,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
''O real valorizado explica esse crescimento'', afirmou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. O dólar vem sendo cotado em patamares baixos, valendo, nos últimos dias, em torno de R$ 1,91. Ontem, teve pequena elevação, custando R$ 1,914.
As viagens mais as remessas de lucros e dividendos ao exterior são os principais fatores que explicam o saldo negativo de US$ 4,1 bilhão no balanço de serviços e rendas no mês de maio. As empresas estrangeiras presentes no País enviaram para fora, em forma de lucros e dividendos, US$ 2,632 bilhões. De janeiro a maio o montante acumulado é de US$ 6,879 bilhões.
''A conta de serviços e renda contribuiu fortemente para que o resultado de transações correntes em maio situasse em US$ 100 milhões'', comentou Maciel.
As transações correntes incluem despesas e receitas fruto do comércio, dos serviços (turismo, transporte, computação, seguros e aluguel de equipamentos, por exemplo) com outros países. Também englobam rendimentos e transferências (doações) unilaterais.
Do lado do comércio, o resultado em maio foi positivo em US$ 3,868 bilhões. Os serviços foram deficitários em US$ 1,1 bilhão e a renda, em US$ 2,918 bilhões. Como o saldo nas doações foi positivo em US 346 milhões, o saldo nas transações correntes ficou em US$ 100 milhões. No ano, no entanto, o resultado é de US$ 3,615 bilhões, superior aos US$ 2,082 obtidos nos primeiros cinco meses de 2006.
Saldo - O balanço das contas externas do país tiveram um saldo positivo de US$ 15,5 bilhões em maio, informa o relatório do BC. O balanço representa o saldo de todas as entradas e saídas de moeda estrangeira que o Brasil tem com qualquer outro país, seja por comércio, pagamento de serviços ou transações financeiras.
Esse resultado positivo deve-se, especialmente, à balança comercial, que apresentou superávit de US$ 3,86 bilhões. E ao ingresso de investimentos estrangeiros, que teve saldo de US$ 4,8 bilhões.
O Investimento Estrangeiro Direto teve resultado positivo de US$ 501 milhões e deve ultrapassar a meta estabelecida pelo governo para este ano, de US$ 25 bilhões. De acordo com os dados do Banco Central, nos 12 meses entre junho e maio, o volume já chega a US$ 23 bilhões.
No acumulado do ano, até o fim de maio, os investimentos estrangeiros somam US$ 10,550 bilhões. No mesmo período de 2006, eles foram de US$ 6,325 bilhões, o que indica um crescimento de 66,79% este ano. Os Investimentos Estrangeiros Diretos são a soma do que é trazido para o país do exterior com o objetivo de criar empresas, expandi-las, ou estabelecer participação acionária nas já existentes.


