São Paulo - Na segunda-feira que vem os brasileiros terão pagos, desde 1º de janeiro de 2007, R$ 400 bilhões em impostos ao governo federal. É o que aponta o Impôstometro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), sistema que faz o acompanhamento das receitas tributárias que considera todos os valores arrecadados pelo governo - impostos, taxas e contribuições, incluindo multas, juros e correção monetária.
A arrecadação de impostos chegará a este patamar por volta das 18 horas do próximo dia 11. Segundo a ACSP, o montante de R$ 400 bilhões será alcançado 16 dias antes com relação a 2006, que atingiu este valor no dia 26 de junho. Em 2005, esta arrecadação foi alcançada ainda mais tarde, em 22 de julho.
Há dois anos, o montante total verificado pelo Impôstometro foi de R$ 731,8 bilhões. Já em 2006, subiu para R$ 812,7 bilhões. Neste ano, a projeção é de que o sistema encerre 2007 com mais de R$ 900 bilhões em impostos pagos pelos brasileiros.
Em nota divulgada pela ACSP, o presidente da entidade, Alencar Burti, ataca a insistência do governo em renovar a CPMF (imposto sobre cheques) e diz não compreender porque não a suspender. ''Não consegui entender ainda porque não podemos eliminar a CPMF de vez'', afirmou ele, em comunicado.
O Impôstometro está instalado no prédio da ACSP, na região central da capital paulista. É possível acompanhar também pela internet no site: www.deolhonoimposto.org.br.N

Sacoleiros - Estudos realizados pela Receita Federal do Brasil para a criação de um sistema alternativo simplificado de imposto para produtos adquiridos no Paraguai e outros países de fronteira devem beneficiar ''sacoleiros'' que comercializam até R$ 120 mil ao ano.
A informação foi dada pelo secretário da Receita, Jorge Rachid, em audiência pública na Comissão de Asuntos Econômicos do Senado. Segundo ele, para aderir ao sistema, o contribuinte terá que abrir uma empresa e fazer parte do Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Os produtos comprados devem ser enquadrados em duas listas previamente definidas. Uma ''negativa'' e proibida, com produtos prejudiciais à população, como cigarros, bebidas e armas, e outra ''positiva'', com produtos que entrariam ou sairiam da lista para não prejudicar a concorrência com os produtos nacionais. ''São estudos que nós estamos fazendo, mas como se trata de matéria de lei, vão para o Congresso Nacional para discussão e aprovação'', disse Rachid.
Rachid também voltou a defender a Receita Federal do Brasil que funciona desde o dia 2 de maio. Segundo ele, com a nova estrutura de arrecadação e fiscalização, os processos de trabalho estão sendo simplificados, com melhor atendimento e redução de custos para o contribuinte, já que o órgão passa a contar com 32 mil servidores de carreira.

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