Brasileiro gastou R$ 142 bi com turismo
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Jacqueline Farid<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - As famílias brasileiras consumiram R$ 142,4 bilhões em produtos do turismo em 2005, ou o equivalente a 11,3% do total consumido (R$ 1,2 trilhão) por essas famílias naquele ano, segundo o estudo ''Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005'', realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério do Turismo e a Embratur.
Os produtos característicos do turismo são, entre outros, transporte rodoviário, transporte aéreo, alojamento e alimentação. Em 2000, o consumo desses produtos pelas famílias totalizou R$ 88,4 bilhões, ou 11,9% do total consumido (R$ 742,8 bilhões).
De acordo com a pesquisa, ''o aumento do consumo com queda no porcentual de participação na economia deu-se pelo fato de que, para os produtos consumidos nas demais áreas (segmentos econômicos), o consumo foi maior do que o observado nos produtos característicos de turismo''.
Mesmo com a pequena queda na participação, pelos fatores já citados, o aumento foi de 61,1% no total despendido em consumo pelas famílias nas atividades características do consumo de 2000 a 2005. Segundo o documento, ''este aumento é devido, entre outros fatores, ao crescimento do setor de turismo que propiciou o surgimento de novas empresas, ao aumento da renda geral da população brasileira e a variações nos preços destes produtos''.
As atividades de turismo geraram, em 2005, um valor adicionado (nome técnico do IBGE para o total de riquezas produzidas por determinada atividade) de R$ 131,6 bilhões, que representa um crescimento de 16,26% em relação ao ano anterior. Essas atividades contribuíram, ainda em 2005, com 11% das riquezas produzidas no total do setor de serviços, enquanto a parcela no total da economia foi de 7,15%.
Segundo mostra o estudo divulgado ontem pelo IBGE, em 2005 essas atividades geraram 8.112.888 postos de trabalho, ou 15,10% das 53.730.274 vagas criadas pelo segmento de serviços naquele ano. O estudo teve como fonte o Sistema de Contas Nacionais (base do cálculo do Produto Interno Bruto).


