São Paulo- O brasileiro está mais predisposto a gastar o 13º salário com presentes neste Natal, apesar de a grande maioria da população ainda declarar que pretende usar esses recursos extras para quitar dívidas já assumidas, como ocorreu nos últimos dois anos.
Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) revela que aumentou de 15%, no ano passado, para 20%, neste ano, a fatia de consumidores que querem comprar presentes com o 13º salário. Mas, a maior parcela (58%) dos 514 entrevistados entre 10 e 23 de outubro informou que vai destinar esse dinheiro para pagar dívidas, principalmente do cheque especial, onde os juros são mais altos.
No ano passado, 63% dos entrevistados disseram que gastariam os recursos para reduzir o endividamento. A pesquisa da Anefac mostra que os brinquedos lideram a intenção de compra dos consumidores com 81%, seguidos pela roupas (78%), os eletroeletrônicos (76%), os telefones celulares (65%) e os equipamentos de informática (44%). Exceto nos artigos de informática, o consumidor reduziu as intenções de compra comparativamente à pesquisa de 2006.
''Neste ano, o consumidor está mais consciente: vai gastar, mas com os pés no chão'', afirma o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. Outro dados da pesquisa confirma essa cautela. Diminuiu, em média, 12% em relação ao ano passado a parcela de consumidores que pretende gastar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil no Natal. Em contrapartida, a faixa de gastos que apresentou a maior elevação no período (14,29%) é a que vai de R$ 100 a R$ 200. Ribeiro de
Oliveira observa que o recuo do dólar que afeta os equipamentos eletroeletrônicos e de informática, em especial, contribui para que os preços dos presentes estejam mais baixos. Ele lembra também que as facilidades do crediário também contribuem para que o fim de ano seja mais equilibrado.
Segundo a pesquisa, diminuiu de 77% em 2006 para 73% neste ano a parcela de consumidores dispostos a pagar as compras à vista. Em igual período, aumentou 5,4% e 8,7%, a fatia de interessados em usar financiamento das lojas e dos bancos, respectivamente.

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