Segundo dados da Caixa Econômica Federal, o brasileiro é bastante prudente na hora de financiar um imóvel, o que também deixa o sistema de habitação estável. Em Londrina e região, por exemplo, a cota média do financiamento é de 60% do valor do bem - e o cliente pode emprestar até 100% com recursos do FGTS e até 80% com recursos da poupança. Além disso, o prazo de pagamento é de até 30 anos, mas a média fica em 13 anos. ''Existe uma preocupação para não se endividar a longo prazo. Há um planejamento maior para esse tipo de compra, por isso a inadimplência é baixa'', sustenta Bachmann.
Ele orienta que nesse período de crise o brasileiro tente manter a calma e tenha bastante cuidado para não se contaminar psicologicamente pelas notícias. ''É um momento de cautela, mas o brasileiro precisa confiar no modelo econômico do País'', observa o superintendente da Caixa. Segundo ele, a crise não afetou em nada os financiamentos. ''Não houve incremento nos juros e os números mostram que a procura continua alta e a captação também'', frisa.
O economista Sidney Pereira do Nascimento afirma que comprar imóvel ainda é o melhor investimento, principalmente nesse período de crise. Se o consumidor conseguir comprar à vista é muito bom. Porém, se a compra for a prazo, o melhor é optar por prestações pré-fixadas para não ter problema das prestações serem reajustadas. Outra dica é sempre analisar muito bem o contrato. (E.Z.)

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