Para o economista Antônio Eduardo Nogueira, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é natural que em um momento econômico conturbado o consumidor mude de comportamento, tornando-se mais cauteloso em relação às suas finanças. "Quando estão com medo, as pessoas começam a agir de forma defensiva. Com o tempo, elas estão aprendendo (a lidar com finanças). Ficaram endividadas e estão mais temerosas em relação ao futuro."
Como a perspectiva é que a situação econômica não melhore de imediato, Nogueira prevê que o consumidor continue mais alerta em relação às finanças. "Há muitas pessoas desempregadas, outras com risco de desemprego. Mesmo as pessoas que estão empregadas estão com o freio de mão puxado." Porém, ele lembra que o consumidor deve manter o estado de alerta não só neste, mas em todos os momentos. "O consumidor deve estar sempre atento com relação às suas finanças, mantê-las equilibradas, de preferência com uma certa poupança e comprando apenas o que precisa." (M.F.C.)

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